Jogo responsável
O que existe para controlar o jogo, o que reconhecer a tempo e onde pedir ajuda em Portugal.
O jogo é entretenimento, não uma fonte de rendimento
Todos os jogos de casino e todas as apostas desportivas têm margem favorável à casa, o que significa que, ao longo do tempo, o resultado esperado de quem joga é negativo. Nenhuma estratégia, sistema de apostas ou sequência de resultados altera essa aritmética. Jogar com a expectativa de obter rendimento é o ponto de partida que mais problemas gera.
A forma saudável de encarar o gasto é tratá-lo como o custo de uma atividade de lazer, comparável ao de um bilhete de cinema ou de um jantar fora. O valor que se leva para a conta deve ser um valor cuja perda total não afete nenhuma despesa necessária. Se afetar, é sinal de que o montante está errado. Um orçamento fixado antes de começar é mais fiável do que um limite decidido a meio da sessão.
Perseguir perdas é o comportamento isolado mais associado a dificuldades. Aumentar a aposta para recuperar o que já foi perdido transforma uma perda limitada numa perda potencialmente muito maior, porque nada na mecânica do jogo compensa resultados anteriores. A aposta seguinte não sabe o que aconteceu na anterior.
Que ferramentas de controlo existem
Ao nível da conta existem limites de depósito, limites de perda, limites de sessão, pausas temporárias e autoexclusão. Estas ferramentas acionam-se nas definições da conta ou através do endereço dedicado a autoexclusão, e funcionam melhor quando são definidas antes de existir um problema, não depois. Definir um teto quando não há pressão é bem mais fácil do que defini-lo depois de uma perda.
Importa ser exato sobre o alcance destas medidas: aplicam-se à conta em causa e não a um registo nacional. Não existe integração com registos nacionais de autoexclusão, pelo que quem precise de uma barreira transversal a vários operadores deve procurá-la junto das entidades competentes em Portugal, além de a acionar na própria conta. A distinção é relevante para quem procura uma barreira que valha em todo o mercado.
Medidas práticas
- Definir um limite de depósito antes da primeira sessão
- Fixar um tempo máximo de sessão e respeitá-lo
- Nunca aumentar a aposta para recuperar perdas
- Não jogar sob efeito de álcool ou em perturbação emocional
- Manter o jogo separado de contas usadas para despesas fixas
Sinais de alerta e onde pedir ajuda
Há sinais que merecem atenção imediata: jogar mais tempo ou mais dinheiro do que o previsto, esconder a atividade de pessoas próximas, pedir dinheiro emprestado para jogar, sentir irritabilidade quando não se joga e deixar obrigações por cumprir. Nenhum destes sinais é, por si, um diagnóstico, mas a acumulação de vários justifica procurar apoio. Pedir ajuda cedo é sempre menos oneroso do que pedi-la tarde.
Em Portugal, o SICAD é a entidade pública responsável pela área dos comportamentos aditivos e dependências, e disponibiliza informação e encaminhamento para serviços de apoio. A Linha Vida, no número 1414, presta atendimento telefónico. O recurso a estes serviços é confidencial e gratuito.
Falar com alguém de confiança costuma ser o passo mais difícil e também o mais útil. O apoio profissional existe, é acessível e não exige que a situação tenha chegado a um ponto extremo para fazer sentido. Quem estiver apenas a informar-se sobre o funcionamento do operador encontra esse retrato na visão geral da plataforma em Portugal, separado desta página.
O acesso a jogo a dinheiro está reservado a maiores de 18 anos. Contas abertas com dados falsos ou em nome de terceiros são encerradas na verificação de identidade, e os valores envolvidos ficam sujeitos aos termos do operador. A idade é verificada no processo de identificação, e não apenas no momento do registo.